27 septembre, 2009

O que perdermos!

Havia pontos em comum entre a trajetória dos dois. Paul Johnson também tivera um passado de esquerda. Virou um conservador de carteirinha. Orgulhava-se de jamais ter pousado os pés num concerto de música pop, por exemplo. Tinha horror a ícones como Picasso. Motivo: as simpatias comunistas do artista. Aqui e ali, lembrava Paulo Francis.

Nesta passagem por Londres, Francis dizia-se orgulhoso de uma declaração que fizera no Brasil: numa entrevista à TV, dissera que se sentia “tecnicamente morto” numa sociedade dominada pela vulgaridade. Pergunta-se: o que diria hoje ao ver idiotas marombados e louras oxigenadas trocando grunhidos em rede nacional?

Francis viajou para Nova Iorque em seguida. Ficou de voltar a Londres, como sempre. Poucos meses depois, no dia quatro de fevereiro de 2007, morreu fulminado por um ataque cardíaco, num início de manhã, no apartamento em que morava em Nova Iorque. Não teve tempo de fazer a entrevista que eu sugerira.

Ah, eu também adoraria ler Paul Johnson ser entrevistado pelo Paulo Francis!

Une réponse à “O que perdermos!”

  1. Nagel dit :

    Uma figura o Paulo Johnson. Velho admirável. Obrigado pelo linque.

    Até.

    Você merece, Gustavo, você merece. Até. – Jorge Nobre

Laisser un commentaire

SAINT DENIS D'AVENIR |
Erratum |
Pascal-Eric LALMY |
Unblog.fr | Créer un blog | Annuaire | Signaler un abus | Association pour une Meille...
| NON A GILBERT ANNETTE
| Nantes Démocrate 2008