28 mars, 2009

Des terres, des hommes

Classé dans : Le moins imparfait de tous les mondes imparfaits — jorgenobre @ 0:28

« Tenho um pouco de arrependimento, de pena », disse ela. « Só posso dizer que cada vez fico mais triste por ele. » Ela é aquela menina austríaca, Natascha Kampusch, falando do maniaco que a sequestrou quando ela tinha 10 anos.

Se fosse uma faveladinha carioca ou uma roceira dos cafundós do Brasil, eu até poderia entender – animais gostam de ser tratados como animais. Mas ela é austríaca, e a Austria é um dos países mais civilizados do mundo. É a terra de Mozart, Klint, Schnitzler, Hayek e Strauss, e é a terra que nos deu Otto Maria Carpeaux.

Terra também de Hitler e Freud, e de Wolfgang Priklopil

25 mars, 2009

Puta que Paril!*

* Warning, Alfafa Zejo: O título deste post foi inspirado nesse post do Fábio e nesse post da Nariz.

22 mars, 2009

Hommage à Radamanto

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20 mars, 2009

“O maior e mais importante movimento social do mundo!”

Para muita gente, portanto, o MST é um movimento a ser repudiado. Mas não para todos. “O maior e mais importante movimento social do mundo”. Essa é a definição do MST de acordo com o linguista norte-americano Noam Chomsky. E, atenção: o ponto de vista de Chomsky não é nada desprezível. Uma eleição recente, com mais de 20 mil eleitores, feita pela revista britânica Prospect, o colocou como o mais importante intelectual do mundo. Teve o dobro de votos do gigante italiano Umberto Eco, segundo colocado na votação.

Pois por mim o Chomsky pode enfiar o MST no cu. E pode enfiar junto seus eleitores, a Prospect, o Umberto Eco e o Rogério Galindo. Essa quadrilha de terroristas já teria sido desmobilizada, se não fosse o apoio moral da esquerda festiva e da ICAR, e os políticos babacões do DEM, do PMDB e de outras merdas semelhantes, sem ideologia mas com vontade de agradar à esquerda, de medo do politicamente correto.

18 mars, 2009

Depende de nós

Agora que o caso da Paula Oliveira acabou de forma melancólica (tão melancólica quanto o caso da negra pobre estuprada por brancos ricos em Duke University), podemos discutir o que realmente importa.

E o que importa não é o racismo ou a xenofobia, americana ou europeia. Afinal, isso é direito deles: se acham que brasileiro não é bom o bastante para viver nas suas terras, podem nos barrar, oras! Eles são os donos de lá! É duro fazer brasileiro entender isso, mas eu vou tentar: o dono de um lugar tem direito de escolher quem pode e quem não pode viver no lugar em questão, pelos critérios que achar mais conveniente. Faz parte dos direitos do proprietário. O povo de um país é dono dele, não? Se o povo de um país, a maioria, não quer brasileiros lá – que prevaleça sua vontade! Nossa senhora, nós nem mesmo entendemos o direito do proprietário! Como entender que leis contra a entrada de brasileiro em um país democrático fazem parte da vontade legitima de um povo de defender sua propriedade, o país? Mas eles estão errados, dizem alguns (penso nesse post do David e principalmente nos comentários). Se estão, pagarão as consequências desse erro. O que não deve ser negado é o direito deles de errar com o que é propriedade deles, after all! Se eles não nos querem lá, no que é propriedade deles, respeitemos! E não choremos! Vamos, sim, discutir o que interessa.

A verdadeira questão é: se os europeus e americanos são tão xenofobos assim e nos tratam mal, porque tantos brasileiros vão para a Europa e ou para a América?

Eu posso pensar em duas respostas:

1) Não nos tratam tão mal assim; e

2) O Brasil é um país tão nojento que ser cidadão de segunda classe na Europa ou na América é melhor do que ser cidadão de primeira classe no Brasil.

Esse, sim, é o verdadeiro problema. Isso é o que deveriamos discutir. Se querem ser xenofobos, eles, que sejam! Nosso problema não é a xenofobia dos americanos e europeus. Nosso problema é não termos outra alternativa para viver num país decente além de aguentar a xenofobia de americanos e europeus.

E a solução não é choradeira. A solução é arregaçar as mangas e fazer um país decente.

17 mars, 2009

Levando política a sério

Levar política a sério é escrever sobre eleições em El Salvador.

El Salvador é o país que enfrentou Honduras na Guerra do Futebol. Num jogo entre as duas seleções, a torcida de Honduras fez tanta pressão que El Salvador acabou cedendo a vitória ao time da casa. Por isso, os dois paises foram à guerra. É o que sei sobre El Salvador. Acho que basta, não?

Eu espero que os comunas que ganharam as eleições sejam idiotas como Lula ou Kirchner. Espero que não sejam idiotas como Chávez e Morales. Bem, veremos.

O outro partido estava há 20 anos no poder. Aposto um milhão de dólares que o outro partido está cheio de corruptos. O que eu não acredito é que alguém com um milhão de dólares para arriscar vá topar essa aposta.

16 mars, 2009

Um Asno Chamado Paulo Moreira Leite

Paulo Moreira Leite é um asno que zurra na Época:

O  programa nazista pretendia exterminar a população judaica, que foi perseguida, capturada, transportada, aprisionada e eliminada em campos de trabalho e de morte — dentro e fora do país.

Não, mané. Os nazistas (e que negócio é esse do programa nazista pretender? Programa é gente?) queriam primeiro expulsar os judeus. Como nenhum país quis receber os judeus, resolveram massacrá-los. E essa história de « dentro e fora do país » é irrelevante: para os nazistas, as regiões onde estavam os campos eram e para sempre seriam parte da Alemanha.

O mesmo Lieberman que recebeu três ministérios tem um projeto para exigir que os cidadãos de origem árabe façam um juramento de fidelidade à Israel — caso contrário, passarão a ser considerados, legalmente, cidadãos de segunda classe.

Seria um passo radical em matéria de discriminação. Partidos de ultra-direita como o Front National, da França, tem como alvo prioritário de seus ataques os imigrantes e estrangeiros, não pessoas nascidas no país.

Deixe eu ver se entendi: exigir que um cidadão jure que será leal a seu país é discriminação?

E é a mesma coisa que nazismo?

Se o asno do título desse post não sabe, eu digo: se há uma coisa que não lembra mesmo o nazismo é reconhecer (ainda que de má vontade, vá lá) direitos plenos de cidadania a quem jurar fidelidade a seu país, independente da origem. Os judeus estavam prontos a jurar fidelidade à Alemanha tantas vezes quantas isso lhes fosse exigido. Eles tentaram mostrar aos nazistas que eram bons cidadãos alemães (ver aqui). Isso não lhes adiantou em nada. As medalhas que provaram sua valentia contra os inimigos da Alemanha na Primeira Grande Guerra, a francofobia e a russofobia que sempre mostraram os judeus alemães, nada disso foi levado em conta. Os nazistas não queriam que os judeus fossem bons cidadãos porque os judeus já eram bons cidadãos. Os nazistas quiseram expulsar os judeus, primeiro. E matar os judeus, segundo. Nunca quiseram que os judeus provassem sua fidelidade à Alemanha.

E além do mais, eu não vejo nada de errado em querer que um homem jure ser fiel a seu país, para ter os direitos de cidadão. Se ele pretender mesmo ser um cidadão leal, jurar que vai ser o que pretende ser não é um tão grande sacrifício assim. Certamente doi menos que ler o Paulo Moreira Leite. Como não vejo nada de errado nos judeus desconfiarem dos israelenses de origem árabe. Faltam motivos, por acaso?

Isso vale para Israel, para a França, para a favela da Rocinha e também para os Estados Unidos.

Onde está o político que quer acabar com os direitos dos favelados da Rocinha, Paulo Moreira Leite? Diga quem é, eu vou votar nele!

12 mars, 2009

Corvardemente Cortês? Eu não!

Classé dans : Blogs — jorgenobre @ 17:23

Falta de assunto é foda! Acabo escrevendo sobre briga de blogs!

Eu fui a um dos links do Angelo, e dei com isso:

O AFB saiu do Apostos?

lançado por: carlos OMM às 09:59 , 12-03-09

Saiu, Carlos.

lançado por: Igor às 10:45 , 12-03-09

_____________________

 

O que penso sobre a frase do Antônio Fernando Borges está aqui.

E o que penso dessa briga em geral está aqui.

Se aceito discutir o assunto com você, que me lê? Sim, mas seja educado. (Eu prefiro no Apostos do que aqui, mas aceito discutir aqui).

Sinceramente: eu não vejo porque o Antônio Fernando Borges tinha que sair do portal. Ele não foi ameaçado nem de expulsão nem de censura. Ele foi criticado por alguns de seus companheiros de portal. Mas é o que eu disse lá: melhor continuarem amigos fora do Apostos do que inimigos dentro dele.

 

UPDATE

O rumor da briga já chegou ao google. E a lista de sites linkados é curiosa.

Primeiro (hoje, 13 de março), o blog do Antônio Fernando, ainda não deletado do Apostos. Depois, meu blog. E em terceiro lugar, um artigo da wikipedia, e sua presença na lista me faz concordar com aquele verso do Chico Buarque: « Deus é um cara gozador, adora bincadeiras… »

6 mars, 2009

Respeitem ao Menos Meus Cabelos Brancos!

Classé dans : Le moins imparfait de tous les mondes imparfaits — jorgenobre @ 13:42

A mudança na cor dos cabelos do presidente norte-americano, Barack Obama, desde que ele começou a concorrer ao cargo no ano passado até este começo de governo ganhou destaque na imprensa norte-americana desta quinta-feira (5). Uma reportagem publicada no site do « New York Times » ressalta que o processo acontece com todos os presidentes, mas que, talvez por conta da crise, está sendo mais rápido com Obama.

É, certas coisas doem no coração.

Outras, doem no bolso.

O Mulatão não é o primeiro.

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Pascal-Eric LALMY |
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