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30 janvier, 2009

Pão e Circo, e o keynesianismo

Quando os romanos resolveram o problema das revoltas populares com pão e circo, estavam sendo keynesianos?

Depois, na Idade Média, quando os reis davam esmolas aos pobres em épocas de fome (muito frequentes, antes da Revolução Industrial), eles estavam sendo keynesianos?

E depois, quando Bismarck criou a política social alemã, assim como Lloyd George, na Inglaterra, eles estavam sendo keynesianos?

Na verdade, a intenção não era fazer a economia funcionar melhor, mas conseguir apoio político. Júlio César deve parte de seu sucesso político aos espetáculos que patrocinava em Roma. Os romanos, cínicos como eram, não escondiam isso: que o « proletariado » (palavra que em Marx tem outro significado, totalmente errado…) tenha pão e circo, assim não ouvirá demagogos.

Demagogos como os irmãos Gracchi (os mesmos que começaram com o papo idiota de reforma agrária, por falar nisso). Tibério deve ter sido o primeiro político a prometer assistencialismo em troca de votos dos pobres. Tibério acabou assassinato num tulmuto provocado pelos aristocratas. Os aristrocratas matarem lideres revolucionários está tão certo quanto os revolucionários matarem lideres reacionários. Por que uma facção pode e a outra não? Faz parte do jogo, oras!

Enfim, a pergunta que interessa: Os políticos citados, eles eram keynesianos? In fact, não: a intenção não era fazer a economia funcionar melhor. Os imperadores romanos queriam manter o povão sossegado, assim como os monarcas medievais (estes talvez quisessem também fazer caridade, no sentido cristão do termo). Os demagogos queriam usar o povo como bucha de canhão, contra os ricos e poderosos. Fazer a economia funcionar melhor, isso não passava pela cabeça de ninguém.

Eu resolvi escrever isso por causa dessas palavras do Adriano Correia:

Por quê? Simplesmente porque (para repetir Krugman) dinheiro que ficaria sem uso pode ser usado para ocupar contingentes de desempregados, que de outra maneira talvez até passassem fome.

Fazer caridade é ok, e se as pessoas precisam mesmo do Estado, eu não vou negar assistência pública – mas não, eu não acredito que isso fará a economia funcionar melhor. Sim, pode acontecer que muitos precisem mesmo de ajuda estatal. Os cristãos podem achar que é preciso fazer caridade, principalmente se for mesmo uma questão de vida ou morte. Os demagogos, considerando que pobres votam, podem (e vão) se aproveitar disso – é, do ponto de vista dos irmãos Gracchi, dos Júlios Césares, dos Lenins e dos Robespierres e tutti quanti, deve ser uma boa idéia a assistência pública. Qual político não gosta de idéias que o ajudem a ficar no poder? E, considerando a necessidade de evitar confrontos e revoltas, eu até posso concordar: sim, em algumas épocas é preciso que haja muita assistência pública. Eu gosto de ler meus livros sossegado em meu canto, sabem? Se para isso eu precisar pagar mais uns trocados aos ladrões para que os ladrões distribuam ao povo e o povo me deixe em paz, ok, vamos conversar, chegar a um preço razoável, fazer política, como dizem. Se cumprirem a parte deles a um preço razoável, eu nem ligo muito se ganham uma comissão. O importante é que o pacto funcione para todos os lados, não é?

O que eu realmente detesto é a pretensão de dizer que assim a economia funciona melhor e a justiça está sendo feita. Pior ainda: toda vez que um político age como político dizem que ele está seguindo a doutrina de Keynes. Não, o político está é cuidando de si mesmo. E também: não, a economia não funciona melhor. E mais importante: justiça, isso não é não! Não é mais justo pagar impostos para sustentar o Welfare State do que pagar proteção à Máfia siciliana. Se cumprirem a parte deles, eu fico satisfeito e vou cuidar da minha vida. Mas achar que assim a economia está melhor e achar isso justo? É pedir demais!

Ainda resta uma dúvida: e se um dia eu ficar pobre e precisar do Welfare State para ler sossegado, em meu canto? Eu vou aproveitar, claro. Eu paguei por ele, não paguei? Mas, 1) eu não acharia isso « justo« ; e, 2) Não acharia isso bom para a economia. Claro que nem tudo o que faz a economia funcionar é bom para a humanidade: a economia escravocrata funcionava que era uma beleza, seja no sul dos EUA antes de 1860, seja no Brasil no tempo do Império, seja na China comunista de hoje. O fim da escravidão foi muito ruim para a economia do ocidente. O Wellfare State poderá até ser um dia muito bom para mim, mas nunca para a economia. Mas uma das coisas certas que dizem os cristãos é: « nem só de pão vive o homem« . E os romanos concordavam: « Verdade. O homem vive de circo também ».

28 janvier, 2009

Pesos e Medidas

Stalin foi um anti-semita tão ruim quanto Hitler. E estava preparando uma versão comunista do holocausto antes de sua morte.

Aí, o Papa resolve aceitar de volta a Santa Sé um bispo que nega o holocausto de Hitler. E os rabinos criaram o maior caso. Mas o comunismo é tão anti-semita quanto o nazismo.

Pergunto: por que os rabinos nunca se importaram com os comunistas da Igreja? (E olha que bons motivos).

Será que eu deveria consultar meu especialista em pesos e medidas e assuntos judaícos, o David, sobre a questão? Melhor não, ele deve estar traumatizado com questões católicas.

27 janvier, 2009

Uma Premissa Errada

Classé dans : Blogs,Le moins imparfait de tous les mondes imparfaits — jorgenobre @ 1:41

Eu não sei se foi respondendo a esse post meu, ou se foi por mero acaso (acho que por mero acaso, pois eu falo do anti-sionismo apenas de passagem), o fato é que o Fábio escreveu esse outro post. Na dúvida, e como o assunto me interessa um pouco, respondo.

Sionismo foi o movimento para que os judeus mudassem para a Palestina, fundassem cidades e, eventualmente, tivessem um país.

« Foi »? Sim, pode ter sido. Ainda « é »? Pelo jeito, o Fábio parte da premissa que ainda é. Mas não, não é só isso, pelo menos não agora.

Na política americana, ser sionista é fazer loby por Israel, e colocar os interesses de Israel acima dos interesses dos Estados Unidos.

Sinceramente: eu não condeno Israel por fazer lobby em Washington. Eu não condeno os judeus (e simpatizantes cristãos) por apoiarem Israel, contra os interesses dos Estados Unidos. Israel está cercado de povos hostis e isso garante que, mesmo que um ditador árabe apoie Israel por interesse, no futuro ele será substituido por outro, inimigo do Estado Judeu. A ONU é anti-sionista e também anti-semita: se ela intervir no Oriente Médio, será contra Israel. E os Estados Unidos são o único amigo com que Israel pode contar, mas essa amizade depende da política interna americana. Considerando tudo isso, o melhor que Israel tem a fazer é mesmo lobby em Washington. Israel está lutando pela sua existência, ora! E luta pela sua existência há 60 anos! São seis décadas! Sabe-se lá o que é isso? Se vacilar o país deles acaba. Por isso, eles fazem muita coisa que para nós parece errada. Como manter um lobby nos Estados Unidos.

Agora, eu vejo o lado de Israel, mas vejo o lado dos americanos também. Ser sionista, nos Estados Unidos, quer dizer apoiar o lobby judeu e colocar os interesses de Israel acima dos interesses americanos. Ser anti-sionista é ser contra esse lobby, e se pode ser anti-sionista por preferir um governo pondo os interesses dos Estados Unidos antes dos interesses de Israel.

Claro, há anti-sionismo por anti-semitismo, também. Mas eu não acho esse o caso do libertário aqui – que nem mesmo me parece tão anti-sionista assim.

22 janvier, 2009

A que ponto chegamos!

Classé dans : Polí­tica para quem precisa de polí­cia — jorgenobre @ 23:03

Posso imaginar poucas coisas tão ruins quanto torcer por Sarney para impedir a vitória de mais um petista.

Anti-semitismo? Não…

Pio Moa contesta que os inimigos de Israel (pelo menos, todos eles) sejam anti-semitas.

¿ANTISEMITISMO?

Protestan los europeos antiisraelíes de que ellos no son antisemitas (antijudíos), y tienen razón. No odian a Israel por ser un estado judío, sino por ser democrático y occidental. Y no defienden a Hamas y los estados musulmanes por ser, supuestamente, víctimas de Israel, sino porque son dictaduras corruptas o grupos terroristas. ¿Cómo, si no, iban a juntarse en un mismo empeño nacionalsocialistas, comunistas, feministas, homosexuales militantes, etarras, etc.? Y sobre todo el PSOE, de cuyo afecto por las tiranías del Tercer Mundo (civilizaciones, las llama) y por los terroristas no cabe hoy la menor duda; un partido con su propio historial terrorista y que fue plaga de la II República, como de la actual democracia.

El movimiento antiisraelí tan solo continúa la larga tradición de los supuestos pacifistas que, hasta la caída del Muro de Berlín, defendían ladinamente a la URSS (varios grupos pacifistas estaban manipulados por el KGB), disimulaban el carácter agresivo y expansionista del comunismo, achacaban tal carácter a las democracias y negaban a estas el derecho a defenderse. Exactamente igual que ahora hacen con Israel. No son, al menos no ante todo, antisemitas, sino antidemócratas.

Mas não são se trata só de esquerdistas. Israel é uma social-democracia, e há libertários que detestam isso.

21 janvier, 2009

VEJA, direita do meu cu – 2

Se alguém diz a verdade e a verdade é ruim para certa ideologia, isso não prova nada sobre esse alguém. Ou antes, prova que esse alguém considera dizer a verdade mais importante que a ideologia em questão. Mas se alguém mente contra uma ideologia, então tá na cara que esse alguém não segue a ideologia contra a qual mentiu! Não posso dizer se há uma ideologia na VEJA, mas posso dizer com certeza que a VEJA não é de direita, pois mente contra a direita.

Tá lá na capa desta semana: « Como apagar a herança de ódio deixada por Bush ». Ora, mas o Bush não tem culpa pelo ódio*. O Bush herdou a crise do Oriente Médio. O atentado contra o WTC foi parte da herança de ódio e incompetência deixada por… Clinton (e outros antecessores)! Se pode dizer que a guerra do Iraque foi um erro? Sim, e esse erro, entre outras más consequências, elegeu Obama. Mas isso não muda os fatos: o ódio já existia antes de Bush, e provavelmente continuaria sem a guerra do Iraque.

Claro, eu não espero mudar a opinião de ninguém. Aqui no bananão, quem diz a verdade, mesmo apenas em parte, sobre a esquerda é considerado de direita. O que posso fazer é deixar registrado meu protesto: contra a esquerda, a VEJA diz a verdade. Contra a direita, a VEJA mente.

_______________

* Warning, Alfafazejo: Eu sei que a manchete não diz isso, explicitamente, mas dá a entender, não?

20 janvier, 2009

Classé dans : Le moins imparfait de tous les mondes imparfaits — jorgenobre @ 16:17

Quanto tempo passará antes de começarmos a sentir saudades do Bush?

15 janvier, 2009

Caiu a Máscara

ASSOCIAÇÃO ITALIANA ENVIA CARTA A LULA EM PROTESTO CONTRA ASILO A BATTISTI
 
BOLONHA, 15 JAN (ANSA) – A Associação 2 de Agosto, composta por familiares das vítimas de um atentado a uma estação de trem de Bolonha, enviou uma carta ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, protestando contra a decisão do governo brasileiro de conceder asilo político ao ex-ativista italiano Cesare Battisti, condenado a prisão perpétua em seu país.

Na carta, o presidente da organização, Paolo Bolognesi, chama Battisti de « assassino sórdido » e diz que a decisão brasileira gera « impunidade » ao italiano.

« Senhor presidente, o comportamento do seu país nesta situação é desaprovada totalmente por todos os familiares das vítimas do terrorismo », protesta o presidente da associação.

Bolognesi explica que a organização vê « como desconcertante esta decisão », ressaltando que Lula, em discurso em nome do Brasil, luta contra o terrorismo, mas com este fato concedeu « proteção, e, principalmente, impunidade » ao ex-militante.

O documento pede para « lembrar » ao presidente e a todas as autoridades do país que « a batalha contra o terrorismo não é feita de discursos, mas de decisões concretas ».

Na última terça-feira, o ministro da Justiça brasileiro, Tarso Genro, concedeu o status de refugiado político a Battisti, de 54 anos, ex-militante do grupo de extrema-esquerda Proletários Armados pelo Comunismo (PAC) e acusado de cometer quatro assassinatos na década de 1970. Preso no Brasil desde 2007, o ativista possui um pedido de extradição do governo italiano. (ANSA)

Querem saber? Eu acho é bom.

Agora, caiu a máscara de vez.

Quem pode ainda acreditar que o Lula é um democrata, quando ele (sempre através do Tarso Genro) negou asilo aos atletas cubanos que fugiam de uma ditadura e agora dá asilo ao terrorista que lutou contra uma democracia?

E também: quem ainda pode acreditar que nossos terroristas lutaram pela democracia, quando o governo deles dá asilo a um terrorista que lutou contra uma democracia?

Como ninguém, nem o Idelber Redatar, nem o Espertinho Analgésico, pode ser idiota a tal ponto, a única alternativa é mesmo má fé e desonestidade. Esses dois não dirão qualquer palavra sobre Cesare Battisti.

14 janvier, 2009

Nota Curta 2

Classé dans : Blogs,Le moins imparfait de tous les mondes imparfaits — jorgenobre @ 19:28

Falando em apostos, tá lá no blog do Marcio Guilherme:

A propósito – não consigo entender como este lixo faz sucesso nos círculos libertários. Ou consigo? Engraçada é a recomendação ao final: « next time a swaggering oaf like Frum, Kristol or Podhoretz opens their mouth, stuff a bag of rotten eggs into it ». Nem precisa pensar no ovo de Moisés ao escrever o próximo artigo, Taki (saiam da sala agora, meninas) – cheira o meu que tá bom.

***

Que fique bem claro: não compro nem por R$2 as idéias do Kristol. Nem do Podhoretz. A banda deles passou e só fez estrago. É xêpa. Meu problema é apenas com o antissemitismo explícito desse Taki decrépito (leiam o artigo e confiram).

Pois eu li o artigo para conferir. Reli duas vezes para ter certeza. Não há nada de anti-semita nele. Talvez haja tolices contra os neocons, ou contra os conservadores americanos. Ou tolices antiisraelenses, anti-sionistas, etc. Mas anti-semitismo não tem não! Nem explicito, nem implícito. Leiam o artigo e confiram.

13 janvier, 2009

Nota curta

Classé dans : Blogs,Le moins imparfait de tous les mondes imparfaits — jorgenobre @ 23:10

A julgar pelo que o David escreveu no Altovolta (estou assumindo que seus dados estão corretos), imagino que se Israel precisar do Meir Kahane ou Baruch Marzel para se defender dos árabes, pode contar com eles. Mas se precisar dos israelenses árabes do Balad e do Ra’am-Ta’al, aí é duvidoso. E esse é um bom motivo para tolerar malucos de um lado e proibir malucos do outro.

Há quem diga: “Não, o certo é condenar malucos de todos os lados, igualmente!”. Discordo. Para mim, o certo é condenar os malucos que me ameaçam. Primeiro, minha segurança, David. Depois, sua imparcialidade.

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