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29 juillet, 2008

Rio de Janeiro, gosto muito de você!

Classé dans : Polí­tica para quem precisa de polí­cia — jorgenobre @ 3:22

O presidente do TRE do Rio diz uma coisa, enquanto o governador quase diz outra, mas acaba ficando em cima do muro.

Alguém acredita que a policia do Rio basta para garantir uma eleição tranquila? Por outro lado, alguém acredita que o governo federal tem tropas para mandar para o Rio? I mean, tropas preparadas para fazer um bom trabalho?

Alguém ainda será capaz de negar que a democracia fez muito mal ao Rio de Janeiro?

Como um homem realmente democrata (sempre com um lenço no nariz, mas um lenço no nariz é muito melhor do que ataduras por todo o corpo…), que quer o sucesso da democracia capitalista no Brasil (e existe democracia de outro tipo?), eu acho que seria uma boa idéia « ditadorizar » o Rio de Janeiro por alguns anos. Cancelar eleições para prefeitos e governadores, que seriam todos nomeados pelo presidente e aceitos pelo legislativo. Cassar* os direitos políticos de vários políticos e muitas personalidades, com uma espécie de mini AI-5. Eu permitiria liberdade de imprensa e eleição legislativas, para garantir a liberdade de crítica, já que os nomeados não seriam perfeitos, claro que não. Mas é claro que algumas coisas teriam que ser censuradas. Informações sobre o trabalho da polícia, que pudessem ajudar os bandidos, é claro que não podem aparecer nos jornais. E, como seria temerário esperar da imprensa carioca  o bom senso de escolher por sua própria conta colaborar com a policia, seria uma boa idéia instaurar a censura, ainda que branda. E isso seria um trabalho de anos. Descobrir onde estão os homens preparados para a tarefa não é a menor das dificuldades.

Sim, eu sei que o que proponho é muito antidemocratico e antipático, mas… repito a pergunta: alguém duvida que a democracia foi muito ruim para o Rio de Janeiro? E eu também sei que a « ditadura provisória » no Rio de Janeiro poderia muito facilmente se desvirtuar e muitos dos prefeitos nomeados, além do governador, poderiam se corromper tanto ou mais quanto os políticos democraticamente eleitos. Mas o fato é que a possibilidade da « ditadura provisória » ser péssima não muda a certeza absoluta que qualquer governador que os cariocas elegerem será péssimo.

O governador em cima do muro é o menos ruim dos últimos que os cariocas elegeram.

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* Warning, Alfafazejo: Quando se fala em retirar um direito legal de alguém, o verbo usado é « Cassar » e não « Caçar ».

25 juillet, 2008

Aborto é pior que uma política econômica ruim.

Classé dans : Aborto é pior,O vilosofo idiota e seus burros seguidores — jorgenobre @ 3:05

Uma má política econômica pode matar quantos? Se for muito ruim (mas muito mesmo!) pode matar de fome milhões de pessoas. O único caso extremo assim que me ocorre foi a política econômica de Lênin (no caso de Stalin, a fome que matou milhões na Ucrânia foi deliberadamente provocada pelo regime). Mas, quase sempre, uma política econômica ruim é ruim sem ser assassina. Como a de Roosevelt, de Perón, de Sarney ou mesmo de Allende e de Castro. Pena que muitos liberais (e são muitos!) e até alguns conservadores acham economia a questão mais importante. Inflação e recessão, ou mesmo depressão, não matam tanto quanto o aborto.

E se for para o povo ganhar dinheiro e pagar os médicos para matar seus filhos, então é até melhor mesmo que vire tudo pobre!

22 juillet, 2008

Pesos e Medidas

Classé dans : Polí­tica para quem precisa de polí­cia — jorgenobre @ 18:50

Você acha que o Olavo fica muito chato e mesmo ridículo quando vem com teorias conspiratórias? Eu acho. E não só eu, o Meira Penna acha a mesma coisa. (não tenho o link para o texto do embaixador Penna, mas a resposta do Olavo está aqui).

Você acha que gente como o delegado Protógenes é um perigo para a sociedade democrática quando mistura suas teorias conspiratórias com seu trabalho de investigador público? Eu acho. Fica muitíssimo perigoso.

É fácil ver a semelhança e a diferença entre Olavo e Protógenes, não? A semelhança: os dois deliram. A diferença: os delírios do primeiro não ameaçam a democracia, os delírios do segundo sim.

Agora, uma pergunta: você gosta de bombons? Eu dou um sonho de valsa para quem adivinhar qual dos dois é o mais atacado, Olavo ou Protógenes.

17 juillet, 2008

Essa é a era, é a era que já era a era dos super-heróis…

Quando eu era garoto, meus heróis eram estes.

Para os garotos de hoje, herói é esse.

quem chame isso de progresso.

15 juillet, 2008

Camaradas, ao riso!

Por Paulo Brito

Alfer Camaradas, ao riso!  dans Le moins imparfait de tous les mondes imparfaits 241811

A globalização é um fenômeno mais antigo do que supõem estudantes, membros de ONGs e outros ativistas espalhados pelo mundo: não são apenas as mercadorias e empregos que mudam de um lugar para o outro – infelizmente, fungos, vírus e bactérias também migram. Até as piadas passam de um país para o outro e são adaptadas aos lugares aonde chegam. O inglês Ben Lewis é um diretor inglês de cinema que se especializou em fazer filmes engraçados sobre assuntos sérios. Agora, ele lançou Hammmer & Tickle , uma coleção de piadas que os povos de países comunistas faziam sobre o ambiente em que viviam.

(…)

Tira melhor proveito quem ler a obra como um documento, um registro, para rir de piadas como uma dos anos 30, sobre um rebanho de ovelhas que tentava fugir da Rússia para a Finlândia, explicando que Beria (o chefe da polícia secreta de Stalin) tinha mandado prender todos os elefantes. “ Mas vocês não são elefantes” , retrucou o guarda finlandês. A ovelha líder respondeu: “ É. Mas tenta explicar isso ao Beria…

http://www.dcomercio.com.br/noticias_online/1085808.htm

Essa piada das ovelhas eu vi aqui no Brasil, em um cartoon do Ziraldo, contra o regime militar.

Todo totalitarismo começa poético e idealísta, depois fica trágico, e acaba sendo ridículo. Menos o regime militar brasileiro, que do começo ao fim foi ridículo.

10 juillet, 2008

Até que enfim!

Classé dans : Les Plaisirs et les Jours — jorgenobre @ 14:02

O google mandou alguém com gosto que presta para cá!

Quando você achar isso, me avise.

9 juillet, 2008

Eu, hein?

Guerrilha é terrorista, diz americano

Em suas primeiras declarações desde sua libertação, os três norte-americanos que passaram mais de cinco anos em poder das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) acusaram a guerrilha de ser « terrorista » e elogiaram o Exército colombiano pela operação que resultou em seu resgate na semana passada.

« As Farc não são um grupo revolucionário », disse Marc Gonsalves, durante entrevista no Texas, junto com seus colegas Keith Stansell e Thomas Howes. « Eles são terroristas com ‘T’ maiúsculo », declarou.

Gonsalves também fez um apelo aos reféns que ainda estão em poder dos guerrilheiros. « Neste momento, eles estão usando correntes ao redor dos pescoços », disse. Segundo a Colômbia, mais de 700 reféns ainda estão mantidos pelas Farc. ( Agências )

http://www.dcomercio.com.br/noticias_online/1081672.htm

Eu fico pensando: que diferença esses americanos acham que há entre revolucionário e terrorista?

8 juillet, 2008

Aborto é pior que poligamia

E poligamia é proibida nos paises cristãos. Mas não nos países muçulmanos. De quando em vez me aparece um asno (sempre foram e sempre serão tranqüilamente deletados) para protestar contra meus ataques cruéis a divina religião de paz. Devem ser quase todos esquerdosos, porque um muçulmano devoto seria capaz de me apontar uma superioridade, at least, da Casa de Saud (os países muçulmanos devotos) sobre a Casa da Guerra (o resto): eles permitem poligamia, praticam a tortura, incentivam o terrorismomas não admitem aborto.

Quanto a poligamia, eu concordo com o alemão Schopenhauer (que não era polígamo ele próprio, pelo contrário, era um velho solteirão cabação):

In our monogamous part of the world, to marry means to halve one’s rights and double one’s duties. But when the law conceded women equal rights with men it should at the same time have endowed them with masculine reasoning powers. What is actually the case is that the more those rights and privileges the law accords to women exceed those which are natural to them, the more it reduces the number of women who actually participate in these benefits; and then the remainder are deprived of their natural rights by just the amount these few receive in excess of theirs: for, because of the unnaturally privileged position enjoyed by women as a consequence of monogamy and the marriage laws accompanying it, which regard women as entirely equal to men (which they are in no respect), prudent and cautious men very often hesitate before making so great a sacrifice as is involved in entering into so inequitable a contract; so that while among polygamous peoples every woman gets taken care of, among the monogamous the number of married women is limited and there remains over a quantity of unsupported women who, in the upper classes, vegetate on as useless old maids, and in the lower are obligated to undertake laborious work they are constitutionally unfitted for or become filles de joie, whose lives are as devoid of joie as they are of honour but who, given the prevailing circumstances, are necessary for the gratification of the male sex and therefore come to constitute a recognized class, with the specific task of preserving the virtue of those women more favoured by fate who have found a man to support them or may reasonably hope to find one. There are 80,000 prostitutes in London alone: and what are they if not sacrifices on the altar of monogamy? These poor women are the inevitable counterpart and natural complement to the European lady, with all her arrogance and pretension. For the female sex viewed as a whole polygamy is therefore a real benefit; on the other hand there appears no rational ground why a man whose wife suffers from a chronic illness, or has remained unfruitful, or has gradually grown too old for him, should not take a second.

6 juillet, 2008

Duas Leituras de Merda da Obra do Vilosofo Imbecil, Karl Marx

Duas merdas fedem nos nossos narizes. Um comunista dissidente (que antes tinha sido o mais sanguinário cúmplice de Lênin) dizia que depois que Stalin sentou suas imensas nádegas em cima do partido, o mau cheiro em baixo ficou difícil de suportar. Mas é uma meia verdade: desde o tempo de Marx (desde antes em muitos casos, é verdade. Mas principalmente depois de Marx se tornou universal na dammed left) o mau cheiro das obras esquerdistas empesta o ar dos debates ideológicos, maltratando os narizes de quem tem bom gosto. Só não há reclamação dos idiotas, que não têm olfato. Ou de sujeitos sem caráter, que se habituaram ao ar poluído. E de alguns bastante sórdidos, que gostam do fedor. Alas, os três grupos sempre serão maioria de 99%, o primeiro (os idiotas) já é maioria sozinho, sempre.

Mas isso é outro assunto, de volta às merdas.

Como dizia, as duas merdas foram cagadas pelo mesmo cu, o que ficava no meio da bunda cheia de furúnculos do vigarista alemão. (Eu quase chamo a Marx judeu alemão. Mas isso seria um insulto a uma raça que deu ao mundo escritores como Kafka e Proust, cineastas como Woody Allen, músicos como Mahler, além de Einstein e Freud. Além do mais, o próprio vilosofo imbecil renegou seu sangue judeu, em livros como A Questão Judaíca). Uma merda foi cagada com a colaboração de um furúnculo, um dos mais nojentos, chamado Lênin. A outra, eu não sei quem ajudou Marx a cagar, eu não sei quem foi o primeiro liberal a pensar (?) que Marx estava certo em suas premissas (diz o Olavo que foi Croce. Mas eu desconfio que isso é coisa dos revisionistas, Kaustky e Bernstein, eles devem ter criado a leitura de Marx que depois acabou sendo adotada pelos liberais, mas não tenho certeza – esses dois pais da moderna social-democracia estão na fila das minhas leituras). A merda leninista é a mais fedorenta, e ainda por cima sangrenta, produto que foi de cruéis hemorróidas. A outra merda fede menos, por ter sido perfumada principalmente por liberais. Mas os social-democratas ajudaram e muito os liberais a perfumá-la, é a merda preferida dos globalizantes. E é menos sangrenta também, mas se alguém vencer a repugnância e examiná-la com cuidado poderá encontrar alguns vestígios de sangue nela.

A Grande Cagada foi em 1847. Nesse ano, Marx e Engels cagaram o Manifesto do Partido Comunista. Se alguma vez um panfleto estúpido foi um dia escrito, foi essa. Nesse panfleto, o vilosofo imbecil cria e desenvolve a mais criminosa das idéias erradas que um jumento metido a filosofo (mas que nunca passou de vilosofo) alguma vez teve: Ele diz lá que o capitalismo induz as pessoas a serem cada vez mais materialistas, o que por sua vez dissolve todas as emoções humanas. “Tudo o que é sólido se desmancha no ar”, por obra e graça da burguesia. E tudo o que um homem é, faz, pensa ou sente é destruído pela burguesia, com sua arma invencível, o dinheiro transformado em capital. Podem tirar a dúvida lendo o manifesto. Esse deve ser o livro do Vilosofo mais divulgado. Está na Internet em todas as línguas civilizadas. É um livro simples, perverso e tolo, com engenhosos truques de retórica.

Se a grande cagada foi o Manifesto do Partido Comunista, as duas merdas foram duas leituras que as hienas e os jumentos fizeram dele. Uma, a que Marx queria que fizessem, como um chamado às armas (proletários de todos os paises, uni-vos!). Foi a leitura dos comunistas, e de parte dos socialistas, pelo menos enquanto eles forem revolucionários ou respeitarem os revolucionários. E consiste no seguinte: “Se o capitalismo está sempre destruindo todas as obras da humanidade, inclusive dos próprios capitalistas, se o capitalismo está desmoralizando todos os sentimentos humanos, e desmascarando como falsa todas as pretensões espirituais e todos os valores da sociedade, então a burguesia não terá como se defender dos proletários, quando a Grande Crise, a crise final da sociedade capitalista, chegar. Sendo assim, nós só teremos o trabalho de conduzir o proletariado à vitória, e estabelecer a Ditadura do Proletariado.”

A outra merda foi à leitura que liberais e social-democratas não revolucionários fizeram do Manifesto. Eles cometeram o erro de assumir que Marx estava certo no Manifesto. E, estando certo, levaram o raciocínio de Marx à conseqüência óbvia: “Se o poder do dinheiro transformado em capital dá à burguesia uma força invencível, então esse poder irá fatalmente derrotar tudo, tudo mesmo, inclusive a revolução. Senão, porra, por que um líder operário iria até o fim com seu projeto revolucionário, se a burguesia pode e irá suborná-lo? Se a burguesia foi capaz de ‘afogar o frémito sagrado da exaltação pia, do entusiasmo cavalheiresco, da melancolia pequeno-burguesa, na água gelada do cálculo egoísta’, porque não seria capaz de afogar nessa mesma água gelada a paixão revolucionária? É concebível que quando os proletários se unirem, nenhum aceite o suborno burguês e os proletários não voltem a se dividir? Segundo a lógica do próprio Marx, não.” Essa é a segunda merda, a perfumadinha, a leitura que liberais e social-democratas não revolucionários fizeram.

Percebam que, pela leitura comunista, a revolução é inevitável. E que, pela leitura liberal, a revolução é impossível. Mas a leitura mais “correta”, a menos errada, a mais coerente com o próprio marxismo, é a liberal. Os comunistas pegam de Marx o que precisam para destruir a sociedade burguesa, o que pode lhes dar uma bandeira, slogans, etc. Pois é próprio do bom marxista não entender o mundo, mas tentar mudá-lo, e portanto não tentam entender Marx, mas usá-lo para tentar mudar o mundo. E realmente mudaram, para pior.

É uma grande tragédia que os liberais entendendo Marx, e os comunistas não entendendo, trabalhem contra a democracia capitalista, os dois partidos juntos.

Porque daí vem o maior erro liberal que eu conheço: muitos liberais acham que o dinheiro transformado em capital derrotará tudo – inclusive o ímpeto revolucionário. E nisso são coerentes com as premissas de Marx, como o próprio Marx não foi. E assim, acham que uma bolsa de valores no Vietnã acabará levando o Vietnã de volta ao capitalismo. Logo, não há realmente necessidade de combater a esquerda. É só deixar o capitalismo seguir seu caminho. Afinal, “a burguesia, pelo rápido melhoramento de todos os instrumentos de produção, pelas comunicações infinitamente facilitadas, arrasta todas as nações, mesmo as mais bárbaras, para a civilização. Os preços baratos das suas mercadorias são a artilharia pesada com que deita por terra todas as muralhas da China, com que força à capitulação o mais obstinado ódio dos bárbaros ao estrangeiro.”

Pena, não é, meus caros liberais soft-asses, que os revolucionários não saibam disso. Eles usam o capitalismo contra os capitalistas. Os negócios dos revolucionários com os capitalistas têm sempre duas conseqüências: os capitalistas ganham dinheiro e os revolucionários ganham armas. Com base em que uma pessoa pode achar que o capitalismo, por si só, pode civilizar uma sociedade bárbara?

Isso nunca aconteceu.

O marxismo que ensinaram para nós no segundo grau, e que permanece no inconsciente de muitos liberais, está errado.

Não foi o Plano Marshall que civilizou a Alemanha e o Japão (o Japão não foi atendido pelo Plano Marshall, mas isso também é outra história). Foi à derrota dos valores bárbaros, anticapitalistas e antidemocráticos em que se baseava as sociedades desses países. Foi a guerra e a derrota, e não o capitalismo, que destruiu a barbárie japonesa e alemã.

E se um dia o Oriente “Mérdio” (para falar de outro sonho liberal) se civilizar, não será pelo sucesso econômico de nações ligadas ao ocidente. Será pela derrota incontestável da barbárie. Militar e ideológica. Como o nazismo e o “código do samurai” (ou algo assim) foram derrotados, militarmente e ideologicamente, em 1945. A bomba de Hiroxima, no final das contas, acabou fazendo mais pela felicidade dos japoneses que qualquer tratado comercial com os ocidentais.

3 juillet, 2008

No Brasil, sarjeta tem outro nome

Chama-se literatura.

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