31 mai, 2008

Aborto é pior que narcotráfico

Classé dans : Aborto é pior,Blogs,Enemies: a love story — jorgenobre @ 23:34

Lá está no blog do Reinaldo Azevedo, em vermelho e depois azul, como gosta RA:

Não sei se o mesmo raciocínio seria aplicado caso uma passeata fosse organizada pedindo a legalização do aborto. Mas pelo andar da carruagem, quem vai saber? – Delegado Orlando Zaccone.

Seguida a lei ao pé da letra, sim, senhor! Mas vá lá. A cadeia de criminosos envolvida com o aborto e a sua descriminalização oferece menos risco à sociedade do que o narcotráfico, de que os consumidores de drogas ilícitas, como o senhor diz, são um dos elos. – Reinaldo Azevedo.

O critério então é o risco a sociedade?

Por esse critério (e diga-se: estou com o RA nesse caso da passeata, mas alguns argumentos dele são bem idiotas. Talvez escreva sobre isso) então o aborto é pior que narcotráfico. De fato, quantos abortos são feitos no Brasil? Mais de duzentos mil, incluindo legais e clandestinos? Com certeza, há quase 50 mil assassinatos no Brasil e não são todos ligados ao narcotráfico.

Não é possível saber com certeza, mas o aborto mata mais que o narcotráfico. Nesse narcotráfico, eu incluo todos os que morrem e deixariam de morrer se a maconha fosse legalizada. (É claro que a legalização da maconha diminuiria o crime. O RA erra feio nessa parte, mas acerta na passeata).

Sem considerar que droga toma quem quer, e geralmente quem morre é um doido que exagerou ou um bandido que brigou com os sócios da quadrilha. Muito mais grave é matar uma criança inocente de qualquer crime. O aborto é pior que o narcotráfico. Tanto em quantidade quanto em qualidade.

P.S.

No blog da cara Nariz Gelado, leio um interessante dialogo entre ela e Antônio Fernando Borges:

Antônio Fernando Borges – Pois o meu deu: direita moderada antiliberal (acho que porque não concordei com a liberação do aborto e da maconha).

(N.G.: pode ser, Fernando. Concordei com a liberação do primeiro, mas não do segundo – que, para mim, apareceu como « drogas » em geral. Um abraço)

A Nariz Gelado é uma mulher muito inteligente e geralmente diz coisas muito sensatas. Mas desta vez ela errou: como é que alguém concorda em proibir um baseado e acha que se pode matar crianças? Mas tudo bem: a Nariz ainda pode responder que não acha que um feto é uma criança. É um erro, mas vá lá que seja! Ainda assim, fumar um baseado é muito menos grave que matar um feto.

Muito mais certo que a Nariz e o Antônio está o Pedro Sette Câmara.

P.S. 2

Falando em índividuos, esse artigo do Sérgio de Biasi é o pior que já li defendendo o aborto, e essa resposta do Christian Rocha é o pior ataque ao aborto que já li. Nos dois casos, os autores complementam as tolices nos comentários.

E eu os acho, sem ironia, dois homens inteligentes! Ideologia é mesmo um problema muito sério…

O Sérgio de Biasi conseguiu ser mais imbecil que o Constantino, que escrevendo sobre o mesmo tema e com as mesmas posições produziu um artigo melhor. Mas console-se, Sérgio. O Espertinho Analgésico vai elogiar, se já não elogiou, seu asneirol. É até capaz dele elogiar o outro asneirol também.

28 mai, 2008

A guerra de Bush.

Diz o negão:

  The phrase « war on terror » is an unfortunate choice of words. It is the terrorists who openly declared war on us. Whatever the reasons for going into Iraq, that is where international terrorists have converged to fight their war against the United States. Pulling out of Iraq will not stop the terrorists’ war on us, but only give them a huge victory as the war shifts to another front.   

Well…

Descontando toda a patifaria que há em escolher um país para ser campo de batalha da guerra dos outros (ou não é disso que o Thomas Sowell está falando?), seria bom se essa estratégia, safada como ela é, fosse ao menos eficiente. Thomas Sowell se esquece de dois detalhes chatos: o primeiro, que a guerra do Iraque está aumentando os recrutas para os grupos terroristas, e o fato de boa parte deles está ocupada no Iraque, infelizmente, convive muito bem com o fato de boa parte deles está sendo treinada para atacar os EUA. O segundo detalhe chato é que não é preciso um grande exercito terrorista para um grande atentado. O ataque do dia 11 de setembro foi obra de poucas dezenas de terroristas, não de um exercito de milhares.

Alas! A alternativa é ainda pior! Os democratas, fatalmente, será copias pioradas do Bush, assim como o Lula é cópia piorada de FHC. As coisas só dão certo mesmo por pura sorte.

26 mai, 2008

Propaganda política suja

Aqui.

21 mai, 2008

É essa a solução, proibir propaganda de bebidas?

Vale a pena ler esse artigo, e depois esse outro.

20 mai, 2008

O que os negros pensam do negro

The real Mr. Obama is an easy target for the general election. Mrs. Clinton is a far tougher opponent. But Mr. Obama could win if people don’t start looking behind his veneer and flowery speeches. His vision of “bringing America together” means saying that those who disagree with his agenda for America are hijackers or warmongers. Uniting the country means adopting his liberal agenda and abandoning any conflicting beliefs. – Ken Blackwell.

Like so many others on the left, Obama rejects « stereotypes » when they are stereotypes he doesn’t like but blithely throws around his own stereotypes about « a typical white person » or « bitter » gun-toting, religious and racist working class people. - Thomas Sowell.

“Should Mr. Obama be judged because of the acts of his pastor.” My answer is yes! Pastor Wright’s worldview and his understanding of race, culture, and religion of the bible will in some measure affect how Barak Obama views the world. Only time will tell whether Obama’s life and message have been helped or handicapped by the ministry of Jeremiah Wright. If Obama says nothing elese, many people will simply label him as a hypocrite who says one thing in public but acts differently behind closed doors. – Harry Jackson, Jr.

While not every single vestige of racial discrimination has disappeared, Obama and the Rev. Wright are absolutely wrong in suggesting that racial discrimination is anywhere near the major problem confronting a large segment of the black community. The major problems are: family breakdown, illegitimacy, fraudulent education and a high rate of criminality. To confront these problems, that are not the fault of the larger society, requires political courage and that’s an attribute that Obama and most other politicians lack. – Walter Williams

18 mai, 2008

Aborto é pior que tortura

Mas pensem bem: se alguém disser « o aborto é muito ruim, mas em alguns casos eu acho que deveria ser permitido », esse alguém será respeitado como um homem sério e mesmo muitos que não admitem aborto em caso nenhum tratarão esse alguém com educação, se por acaso debaterem com ele.

Agora, experimente trocar « aborto » por « tortura », no pequeno texto entre aspas do parágrafo acima.

As pessoas não vão nem admitir discutir, a não ser para xingar. A indignação será geral. É uma dessas coisas que não se deve nem pensar na possibilidade, não é?

Como deveria ser o caso do aborto.

Pensem na indignação (justa, diga-se) do Matamoros contra a tortura – mas ele admite o aborto, que é muito pior.

O Alex Castro vai achar ruim, mas eu vou dizer que num caso ele é coerente: ele é contra a tortura e contra o aborto (desconfio que ele é mais contra tortura que contra o aborto, mas em todo caso fica aqui o elogio que ele não vai gostar). E os comunistas também são coerentes: são a favor da tortura e a favor do aborto.

Coerente também é o Alberto Gonzales, o ministro da justiça de Bush. Ele é pró tortura e pró aborto. Sem guerra ele defende o aborto, o que não seria ele capaz de defender em tempo de guerra?

Incoerente é quem defende o aborto e condena a tortura. Eles condenam um blasfemo, mas defendem um demônio.

O aborto sempre mata uma criança que sempre é inocente. A tortura nem sempre mata um torturado – que na maioria das vezes está longe de ser inocente. A tortura também dá em muito dinheiro de indenização para quem foi torturado. Alias, sabem qual é a diferença entre um esquerdista que foi torturado e uma prostituta sadomasoquista? Os dois enchem o cu de dinheiro por terem apanhado, mas a prostituta apanha e quer foder só com um cliente, e o terrorista apanha e quer foder com todo o Brasil.

15 mai, 2008

I love the Constitution

Classé dans : Le moins imparfait de tous les mondes imparfaits — jorgenobre @ 14:04

Don’t get me wrong, I love the Constitution, believe in it fervently; but does the government really care anymore what it says?

O e-mail acima eu recebi em uma lista americana, onde se discute conservadorismo, liberalismo, neocons, etc.

O assunto que estava sendo discutido não é tão importante. O que interessa é que nenhum brasileiro, seja qual for sua ideologia, diria « Eu amo a constituição ».

Nem os fãs do Ulisses Guimarães.

12 mai, 2008

Uma triste verdade

Classé dans : Blogs,São Paulo clube querido,Y asi pasan los dias... — jorgenobre @ 23:47

Aqui.

11 mai, 2008

Aborto é pior que racismo

Classé dans : Aborto é pior — jorgenobre @ 16:50

Aqui se diz que 50 milhões de crianças morreram desde que o aborto foi legalizado nos EUA, em 1974. É claro, posso duvidar (alias, duvido) da quantidade. Se fosse disso que eu quisesse falar, eu poderia pesquisar mais e descobrir estatísticas mais confiáveis.

Só que não vale a pena. Todo mundo sabe, até os que fingem que não sabem, que o aborto legalizado mata milhões de crianças (eu me recuso a chamar criança de feto).

Aborto é pior que racismo.

Primeiro, pela mera quantidade. Quantos morreram por causa do racismo? Não acho que chegue a (supostos) 50 milhões desde 1974. Alias, duvido que chegue a um milhão. (Só se contar o racismo na África e na Ásia, onde cada etnia quer um país só para ela e expulsa ou até massacra africanos e asiáticos de outras etnias. Mas esse racismo não conta, só interessa racismo que envolve brancos, assim como só interessa crime que envolve rico… E também, mesmo contando o racismo de negro contra negro e asiático contra asiático, os milhões de mortos pelo racismo estariam distribuídos pelo mundo inteiro e seriam páreo duro para os milhões de crianças mortas pelo aborto só nos EUA).

Além do mais, o racismo não precisa ser assassino. O aborto…

8 mai, 2008

Não se resolvem abismos sociais dinamitando pontes

Em Santa Cruz de la Sierra, um referendo foi feito.

Eu não sei se tem, ou terá, « caráter oficial », como dizem.

Segundo a reportagem, « Santa Cruz aprovou no domingo, em um referendo, uma maior autonomia do Departamento em relação ao governo central – uma votação interpretada como uma rejeição das políticas de Morales e um desafio à administração dele. »

Dá para perceber um pouco do que se passa por lá? Sim, dá. Dá para saber que Morales está fracassando. O referendo mostra pelo menos duas coisas: que as pessoas estão dispostas a mudar a consttuição e também estão dispostas a terem mais liberdade em relação ao governo central, talvez até independência (talvez, apenas). Se a política de um presidente provoca isso, só pode ser porque esse presidente está fracassando.

Ao contrário do que pensam os marxistas, as pessoas têm coisas muito melhores para fazer que tentar aventuras na política, de um modo geral. Elas tendem a evitar aventuras, sempre que podem. E as pessoas mais de direita ou centro são as que mais evitam aventuras. Aventuras políticas (nazismo, fascismo, comunismo, peronismo, etc.,) são fenômenos esquerdistas, principalmente. Isso não quer dizer que a direita não se jogue numa aventura às vezes, como fizeram aqui no Brasil, em 1964. Ou no Chile, em 1973. Mas para isso é preciso que o sistema esteja totalmente desacreditado e o poder esteja nas mãos de pessoas espantosamente incompetentes. Por ideológia, as pessoas de direita, e também de centro e os apolíticos, enfim, as pessoas normais, elas nunca quererão uma aventura em política. Exceto em último caso.

Como parece ser o caso do Morales, presidente há tão pouco tempo, e já fazendo as pessoas quererem mudar a constituição e terem autonomia em relação ao governo central. Por causa da política dele, como a reportagem é forçada a admitir.

Eu digo forçada a admitir, porque se pudesse o redator da matéria não admitiria isso não! O título da reportagem é: « Referendo na Bolívia revela abismo social entre ricos e pobres ». Não, não « revela » (o que há de errado com o verbo mostrar?) a incompetência de Morales, nem históricos problemas na Bolívia – que existem, a culpa não é só do Morales, embora não haja dúvida que ele tenha piorado e muito a situação. Mas não, o problema não é a incompetência do Morales. O problema é o « abismo (esse uso da palavra abismo também é interessante…) social entre ricos e pobres ».

Quer dizer, o problema, a manchete induz a esse pensamento, é que os pobres são muitos pobres e os ricos são muito ricos. A incompetência do Morales não seria o principal. As diferenças e o preconceito é que seriam o principal. E os pobres estariam do lado de Morales e contra os ricos que estariam contra Morales. A administração ruim e o sistema falido são postos de lado, o que há é guerra de classes!

Pessoas que acreditam em « guerra de classes », quase sempre, contribuem para criar uma guerra de classes. Karl Marx, criador desse mito, tentou o quanto pode criar uma guerra entre classes. Marx detestava o movimento sindical de seu tempo e maltratava os lideres operários quando se encontrava com eles, porque os sindicalistas queriam um bom acordo com os patrões, que garantisse um bom emprego para os filiados do sindicato. Mas Marx queria que os lideres sindicais fossem a guerra contra os patrões, mesmo que isso fosse muito ruim para a classe trabalhadora.

Seguidores de Marx sempre se dedicaram a impedir todo e qualquer acordo entre pobres e ricos capaz de ser bom para pobres e ricos. Onde não há luta de classes, eles inventam. Onde há, como parece ser o caso da Bolívia, exageram. A solução preferida, sempre ruim para todos com exceção dos marxistas, e sempre pior para a classe trabalhadora que para todas as outras classes, é o confronto, primeiro passo para a Revolução.

As diferenças entre ricos e pobres, por extremas que sejam, nunca são as culpadas por crises institucionais ou violência política. Os agitadores revolucionários e os demagogos corruptos que exploram essas diferenças são sempre os principais culpados pelas crises institucionais e pela violência política. E isso é o que deveria ser destacado em todas as matérias sobre crises institucionais e violência política em todos os países do mundo. Não abismos sociais entre ricos e pobres.

12

SAINT DENIS D'AVENIR |
Erratum |
Pascal-Eric LALMY |
Unblog.fr | Créer un blog | Annuaire | Signaler un abus | Association pour une Meille...
| NON A GILBERT ANNETTE
| Nantes Démocrate 2008